O MENINO TONECAS
Onde está o meu menino Tonecas? Quero saber dele.
Olho vivo, graça ligeira. Luz inteligente nos olhos brilhantes de mafarrico.
As suas critícas, as mais acerbas por tão justas, eram o farol que me guiava. Transmutava-as em incentivos afectuosos, em gargalhadas francas de menino traquinas.
E eu ria com ele. Ríamos e ficávamos sempre amigos.
Era um menino-homem que me aparecia nas aulas com raminhos de violetas e um sorriso maroto de criança indomável.
O menino Tonecas adiou o mais que pôde a vida adulta, chata pela monotonia cinzenta.
O menino Tonecas é engenheiro, foi professor universitário, e faz muitas pessoas felizes pelo carinho com que guarda afectos e não os esquece.
Hoje acordou e sentiu-se só.
Escreveu-me uma cartinha em que percebi que estava muito triste.
A certa altura dizia assim:"Continuo desempregado e sem quaisquer perspectivas".
Meu querido aluno que tanto me ensinaste, todas as perspectivas estão abertas! Cabeça erguida! De novo. Como sempre.
Se virem por aí o Tonecas, digam-lhe que gosto muito dele. E fiquem todos sabendo que esta não é uma estória com um final triste.
Um dia destes, o menino Tonecas aparece aqui e vocês vão ver o que é criatividade e sobretudo uma imensa, explosiva por vezes, HUMANIDADE.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
TODOS SABEMOS CONTAR ESTÓRIAS
Tenho muitas dúvidas. Mas uma certeza tenho: todos sabemos contar estórias.
Todos temos o material com que se fazem as estórias dentro de nós.
O que é preciso para contar uma estória?
- Olhar com atenção o outro;
- olhar com cumplicidade o mundo e seus actores;
- saber escutar.
O barro com que se molda a estória sofre sempre transmutação: o ficcional é o filtro do real.
O real, depois de decantado, é a estória. O nosso olhar sobre o mundo e os outros.
Por isto, espero que apareçam aqui aprendizes de escribas e contem estórias.
Eu cá vou contando e renovo cada dia um desafio.
DESAFIO CRIATIVO DO DIA
Olha com atenção um amigo. Faz uma infusão e toma um "chá" quente (ou gelado) com ele. O importante é que tenham uma conversa calorosa. Perscruta o seu olhar e descobre algo de novo nele.
Interroga-te: O que sei acerca dele?
Depois, conta a estória de vida desse amigo. Para que saibamos por que é ele tão especial para ti.
Hoje, conto-vos a estória da vida do meu amigo Hugo TRIGO.
Como eu a vejo, como eu a sinto.
Como ele ma vai contando.
E saboreiem mel silvestre de um pote do barro com que construímos o devir.
Tenho muitas dúvidas. Mas uma certeza tenho: todos sabemos contar estórias.
Todos temos o material com que se fazem as estórias dentro de nós.
O que é preciso para contar uma estória?
- Olhar com atenção o outro;
- olhar com cumplicidade o mundo e seus actores;
- saber escutar.
O barro com que se molda a estória sofre sempre transmutação: o ficcional é o filtro do real.
O real, depois de decantado, é a estória. O nosso olhar sobre o mundo e os outros.
Por isto, espero que apareçam aqui aprendizes de escribas e contem estórias.
Eu cá vou contando e renovo cada dia um desafio.
DESAFIO CRIATIVO DO DIA
Olha com atenção um amigo. Faz uma infusão e toma um "chá" quente (ou gelado) com ele. O importante é que tenham uma conversa calorosa. Perscruta o seu olhar e descobre algo de novo nele.
Interroga-te: O que sei acerca dele?
Depois, conta a estória de vida desse amigo. Para que saibamos por que é ele tão especial para ti.
Hoje, conto-vos a estória da vida do meu amigo Hugo TRIGO.
Como eu a vejo, como eu a sinto.
Como ele ma vai contando.
E saboreiem mel silvestre de um pote do barro com que construímos o devir.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
FEZ-SE UM HOMEM
Em criança brincava com legos e gostava de construir castelos na areia. Cresceu. Foi para longe onde residia a miragem. Levou a gata. Entretinha-se a projectar pontes e a amar a gata. Às escondidas, continuava a brincar com legos. Agora também amava uma mulher-anjo. Gostava de mel silvestre em potes de barro. Sonhava com uma floresta onde as crianças brincassem com cavalos brancos e provassem mel silvestre, de um pote comunitário. Fez-se um homem.
Em criança brincava com legos e gostava de construir castelos na areia. Cresceu. Foi para longe onde residia a miragem. Levou a gata. Entretinha-se a projectar pontes e a amar a gata. Às escondidas, continuava a brincar com legos. Agora também amava uma mulher-anjo. Gostava de mel silvestre em potes de barro. Sonhava com uma floresta onde as crianças brincassem com cavalos brancos e provassem mel silvestre, de um pote comunitário. Fez-se um homem.
terça-feira, 10 de julho de 2007
DESAFIO CRIATIVO do dia
Escreve uma estória em cinco linhas (50/55 palavras). Não mais.
A melhor estória de cada dia será aqui publicada como "post", após a autorização do autor. Melhor, do criador.
Eu já fiz o TPC de hoje. Coisinha simples...
Mas vamos embarcar em grandes caravelas. Começamos por um barquito a remos. REMA COMIGO! Este blogue é teu. NOSSO!
Escreve uma estória em cinco linhas (50/55 palavras). Não mais.
A melhor estória de cada dia será aqui publicada como "post", após a autorização do autor. Melhor, do criador.
Eu já fiz o TPC de hoje. Coisinha simples...
Mas vamos embarcar em grandes caravelas. Começamos por um barquito a remos. REMA COMIGO! Este blogue é teu. NOSSO!
BLOQUEEI-O, disse ela.
Eles discutiram na net. Eles zangaram-se no chat. Ela amuou e parou de teclar. Ele ficou furioso e saíu da sala sem se despedir. Ela pensou que ele tinha "caído". Eles não se conhecem. Eles já fizeram amor. Virtual. Hoje divorciaram-se. Vão mudar de nick. De sala. De operador. Bloqueei-o, disse ela.
Eles discutiram na net. Eles zangaram-se no chat. Ela amuou e parou de teclar. Ele ficou furioso e saíu da sala sem se despedir. Ela pensou que ele tinha "caído". Eles não se conhecem. Eles já fizeram amor. Virtual. Hoje divorciaram-se. Vão mudar de nick. De sala. De operador. Bloqueei-o, disse ela.
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